Endividamento das Empresas

Observatório jurídico-econômico · 2016 – 1º sem. 2026

Quanto devem as empresas brasileiras?

R$ 0,00 tri

é a soma documentada das dívidas tributárias federais, bancárias, trabalhistas e outras dívidas negativadas das empresas no Brasil — o equivalente a cerca de 46% do PIB. Fontes: Banco Central, PGFN, TST e Serasa Experian.

Painel consolidado

Tributária federal

> R$ 3,00 tri

Dívida ativa da União · PGFN · dez/2024

Bancária (PJ)

R$ 2,69 tri

Saldo de crédito no SFN · BCB · mar/2026

Outras dívidas

R$ 165,3 bi

Negativadas, excl. origem financeira · Serasa · mai/2026

Trabalhista (fluxo/ano)

R$ 50,6 bi

Pagos aos reclamantes · TST · 2025

Dívidas totais

≈ R$ 5,90 tri

Soma das quatro espécies · ≈ 46% do PIB

Evolução — dívidas em escala de trilhões

Estoque em dezembro de cada ano; 2026 = posição de março. Dívida ativa: exibida nos anos com divulgação oficial (2018, 2023 e 2024).

Dívidas em escala de bilhões

Linha: valores pagos aos reclamantes por ano (tracejado = anos sem dado oficial). Barras: dívidas negativadas de CNPJs.

Composição das dívidas totais

Participação de cada espécie no total de ≈ R$ 5,90 trilhões (posições mais recentes).

Como chegamos a "outras dívidas"

Não existe estatística oficial única do endividamento empresarial por espécie. Este painel combina quatro fontes primárias e aplica uma subtração para isolar as dívidas que não pertencem às três espécies principais. O ponto de partida é o total de dívidas negativadas de CNPJs apurado pela Serasa Experian — R$ 229,9 bilhões em maio de 2026, recorde da série histórica, com 9 milhões de empresas negativadas.

Desse total, a parcela de origem financeira (Bancos/Cartões, 19,5%, e Cooperativas, 8,6%) já está contida no saldo de crédito PJ do Banco Central — o saldo do SFN abrange operações em dia e em atraso — e por isso é excluída para evitar dupla contagem. As dívidas tributárias não transitam pela negativação (seguem por dívida ativa, protesto de CDA e Cadin) e as trabalhistas têm publicidade própria pelo BNDT, de modo que a subtração dessas espécies é nula.

Outras dívidas = R$ 229,9 bi − 28,1% de origem financeira (R$ 64,6 bi) = R$ 165,3 bilhões

O resultado reúne dívidas com fornecedores e prestadores de serviços (31,5% do total negativado), contas essenciais (6,9%), telefonia (5,7%), varejo, securitizadoras e demais credores da cadeia produtiva — o chamado crédito comercial, que financia o capital de giro das empresas.

As dívidas totais somam as posições mais recentes de cada espécie: R$ 3,00 tri (tributária, dez/2024) + R$ 2,685 tri (bancária, mar/2026) + R$ 165,3 bi (outras, mai/2026) + R$ 50,6 bi (trabalhista, fluxo de 2025) ≈ R$ 5,90 trilhões. A cifra é conservadora: não inclui dívidas ativas estaduais e municipais, o estoque de execuções trabalhistas pendentes nem títulos de dívida corporativa fora do SFN.

Fontes oficiais

  1. Banco Central do Brasil — Série SGS 20540, saldo da carteira de crédito PJ (API de dados abertos): dadosabertos.bcb.gov.br
  2. PGFN — PGFN em Números e Painel da Dívida Ativa da União: gov.br/pgfn
  3. TST/CSJT — Relatório Geral da Justiça do Trabalho: tst.jus.br/estatistica
  4. Serasa Experian — Indicador de Inadimplência das Empresas: serasaexperian.com.br

Nota metodológica: valores nominais, sem deflacionamento. As séries têm naturezas distintas — bancária e tributária são estoques; a trabalhista é fluxo anual pago (o estoque pendente, não divulgado, é superior); a dívida ativa inclui pessoas físicas, com predominância empresarial, e abrange apenas a esfera federal. Anos sem divulgação oficial não são interpolados como dado real. Painel elaborado em julho de 2026 com finalidade informativa; não constitui parecer jurídico ou recomendação de investimento.