− R$ 0,00 tri
é o déficit primário acumulado do Governo Central desde 2016 — a soma, antes dos juros, de dez anos e meio de contas públicas com um único superávit (2022: + R$ 54,1 bilhões). É este fluxo, somado aos juros, que alimenta a dívida pública de R$ 8,64 trilhões. Fonte: Tesouro Nacional.
Pior ano da série
− R$ 743,1 bi
2020 · 10% do PIB · pandemia
Único superávit
+ R$ 54,1 bi
2022 · 0,5% do PIB · 1º positivo desde 2013
Último ano fechado
− R$ 61,7 bi
2025 · 0,48% do PIB · meta cumprida
1º sem. 2026 (jan–mai)
− R$ 44,4 bi
Meta anual: + R$ 34,3 bi · projeção: − R$ 60,3 bi
Receitas menos despesas, sem juros (Tesouro Nacional/RTN), em R$ bilhões nominais. Verde = superávit; vermelho = déficit. 2026* = janeiro a maio.
Soma dos resultados anuais, em R$ bilhões nominais — o total que faltou arrecadar para cobrir as despesas do período, antes dos juros.
| Ano | Resultado primário (R$ bi) | % do PIB | Saldo acumulado desde 2016 (R$ bi) |
|---|
* 1º semestre parcial (janeiro a maio de 2026). Valores nominais, sem deflacionamento. Percentuais do PIB de 2016–2019 são aproximações indicativas; os demais são os oficialmente divulgados pelo Tesouro.
O resultado primário mede o esforço fiscal corrente do Governo Central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central: tudo o que entra de receita menos tudo o que sai de despesa, sem contar os juros da dívida. É apurado mensalmente pelo Tesouro Nacional na metodologia "acima da linha" e publicado no Resultado do Tesouro Nacional (RTN), série editada desde 1995. Déficit primário significa que, mesmo antes de pagar um centavo de juros, as despesas superaram as receitas.
A década retratada tem três atos. De 2016 a 2019, déficits em redução gradual (de R$ 154,3 para R$ 88,9 bilhões), sob o teto de gastos. Em 2020, o choque da pandemia produziu o maior déficit da história — R$ 743,1 bilhões, 10% do PIB —, seguido de recuperação abrupta: quase equilíbrio em 2021 e o único superávit da série em 2022 (+R$ 54,1 bilhões), resultado que combina disciplina de gastos, receitas extraordinárias do ciclo de commodities e o adiamento de precatórios pela EC 114/2021. De 2023 em diante, novo ciclo deficitário em patamar intermediário: R$ 230,5 bilhões em 2023 (concentrando R$ 92,4 bilhões de precatórios represados pagos de uma vez), R$ 43,0 bilhões em 2024 e R$ 61,7 bilhões em 2025 — com o déficit isolado da Previdência atingindo R$ 317,2 bilhões nesse último ano.
O saldo acumulado — cerca de R$ 1,59 trilhão negativo até maio de 2026 — é a ponte entre este painel e os dois anteriores deste observatório: é o fluxo que, somado aos juros, transformou uma Dívida Pública Federal de R$ 3,11 trilhões (2016) em R$ 8,64 trilhões (2025), com a DBGG cruzando 80% do PIB em março de 2026.
Nota metodológica: valores nominais; o saldo acumulado não está corrigido pela inflação, o que o subestima em moeda atual. Escopo: Governo Central (não inclui Estados, Municípios e estatais). A posição de 2026 é parcial e não é anualizável por proporção simples, dada a sazonalidade das contas públicas. Painel elaborado em julho de 2026 com finalidade informativa; não constitui parecer jurídico ou recomendação de investimento.