Combustível, IPVA e pedágio somados e convertidos em dias de trabalho. Os tributos da gasolina são ad rem — valor fixo por litro, independente do preço de bomba. Os do etanol são ad valorem — percentual sobre o preço.
1 · O veículo
Base de cálculo do IPVA
Lei paulista 13.296/2008, art. 9º. Atenção: carro flex abastecido com etanol continua pagando 4% — os 3% valem só para motor exclusivamente a álcool.
O consumo com etanol é estimado em 70% deste valor
2 · O combustível
3 · O uso
Segunda a sexta dá cerca de 21,7
Campinas–SP ida e volta: 4 praças = R$ 57,60
Média do trabalhador brasileiro, PNAD/IBGE 1º tri 2026. Mínimo: 1.621
Tributo no combustível
—
—
Alíquota de IPVA
—
—
Total por ano
—
tributos + pedágio
Dias trabalhados
—
—
Resultado
Rubrica
Por mês
Por ano
Gasolina ou etanol — qual sai mais barato
Comparação do desembolso total com combustível (preço cheio, não só o tributo), já considerando que o etanol rende menos por litro. Pedágio e IPVA são iguais nos dois casos e ficam de fora.
Comparação com o contribuinte médio (IBPT 2026)
Rubrica
Seu caso
Média nacional
Proporção
📊 Tributos sobre a gasolina C — todos ad rem, fixos por litro, independentes do preço de bomba: ICMS R$ 1,57/l (Convênio ICMS 15/2023, alterado pelo 112/2025, regime monofásico da LC 192/2022); COFINS R$ 0,6514/l, PIS/PASEP R$ 0,1411/l e CIDE R$ 0,10/l sobre a gasolina A. Como a gasolina C vendida na bomba é 70% gasolina A e 30% etanol anidro, os federais são ponderados por essa mistura, resultando em R$ 2,2524 por litro. Fonte: ANP, Síntese Semanal de Preços 2026. 📊 Tributos sobre o etanol hidratado — regime diferente: o ICMS continua ad valorem, e em São Paulo a alíquota interna é de 12% desde 1º/7/2023 (art. 54, VI, do RICMS/SP, Decreto 45.490/2000), calculada "por dentro". Os federais são ad rem: COFINS R$ 0,15787/l e PIS/PASEP R$ 0,03433/l. Não incide CIDE. Por isso o percentual do etanol varia conforme o preço, e o da gasolina não. ⚖ IPVA — Lei paulista nº 13.296/2008, art. 9º: 4% para automóveis em geral; 3% para veículos cujo motor seja especificado para funcionar exclusivamente com álcool, gás natural veicular ou eletricidade, ainda que combinados entre si; 2% para motos, ônibus, micro-ônibus e caminhonetes de cabine simples; 1,5% para caminhões; e redução para veículos de locadoras registrados no Estado. Híbridos com motor a combustão a etanol e veículos a hidrogênio de até R$ 250 mil estão isentos até 31/12/2026, voltando a pagar de forma gradual a partir de 2027. 🚧 Pedágio não é tributo — o STF decidiu na ADI 800, rel. Min. Teori Zavascki, julgada em 11/6/2014, que o pedágio cobrado pela utilização de rodovias tem natureza de preço público, e não de taxa, porque falta compulsoriedade. Por isso ele não entra em nenhum índice de carga tributária — e por isso o incluímos aqui em separado. As tarifas de referência são as da AutoBAn vigentes desde 1º/7/2026, no trajeto Campinas–São Paulo: duas praças por sentido (Valinhos e Perus pela Anhanguera; Itupeva e Caieiras pela Bandeirantes). 📈 Sobre a comparação com o IBPT — o estudo Dias Trabalhados para Pagar Impostos 2026 do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação apurou 150 dias (41,1% da renda) na média nacional, assim repartidos: 83 dias de consumo, 55 de renda e 11 de patrimônio, com janela de apuração de maio/2025 a abril/2026. Os tributos sobre combustível já estão dentro dos 83 dias de consumo, e o IPVA dentro dos 11 de patrimônio — por isso os valores deste simulador não devem ser somados aos 150 dias, sob pena de contagem dupla. A comparação acima serve a outro propósito: mostrar que, para quem roda muito, duas rubricas isoladas já consomem mais dias do que o IBPT atribui a todas as rubricas da mesma natureza no contribuinte médio. Ambos os lados usam o mesmo salário de referência, o que torna a proporção comparável. O pedágio fica fora da comparação por não ser tributo e não integrar o estudo. ⚠ Limites deste simulador — a alíquota do etanol é a paulista; em outros estados o percentual muda. O rendimento do etanol é estimado em 70% do da gasolina, que é a referência usual de paridade, mas varia por motor e por estilo de condução. Não entram aqui licenciamento, seguro, manutenção, estacionamento nem depreciação — apenas tributos sobre combustível, IPVA e pedágio. O resultado em dias de trabalho usa o salário bruto de referência, sem descontar INSS e imposto de renda.